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Costura do bem - Parcerias de sucesso no mundo da moda
A associação de um nome do cenário fashion e uma comunidade de baixa renda vem se tornando frequente. A pioneira foi a M. Officer, do estilista Carlos Miele. A relação está cada vez mais sólida
Costura do bem - Parcerias de sucesso no mundo da modaÀ esquerda, o estilista posa com as costureiras na Rocinha. À direita, campanha da Hering, estrelada por Cleusimar e Leonardo, do AfroReggae. Foto: Arquivo

No ano de 2000, Miele apresentou uma coleção feita com a Coopa-Roca, uma ONG sediada na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro. Funcionou como uma troca. Miele fornecia matéria-prima e maquinário, enquanto elas entravam com a expertise em bordados tipicamente brasileiros.

O grande diferencial dessa relação é que ela continua firme. Até hoje, a Coopa-Roca participa de todas as coleções das grifes de Miele. Normalmente, os projetos não têm essa longevidade e duram apenas algumas estações. “Por mim, nossa história será infinita. Tenho muito orgulho de ver a cooperativa progredindo com independência, mantendo novas parcerias e desenvolvendo suas próprias coleções”, diz Miele, que hoje acompanha o processo de viabilização de uma nova sede para a Coopa. O espaço é três vezes maior que o atual e em um endereço de fácil acesso dentro da Rocinha. O terreno, aliás, foi doado à instituição pelo estilista.

Outra dupla formada este ano e que também pretende ter uma relação longa é a da Hering com o Grupo Cultural AfroReggae, cuja base fica no bairro de Vigário Geral, no Rio, onde oferece aula de música e dança, entre outras atividades, para jovens carentes. Desde a coleção de inverno deste ano, a marca está vendendo uma linha criada em conjunto com o grupo cultural. As estampas foram desenvolvidas por Bragga, um designer da comunidade, e uma porcentagem das vendas é revertida para a ONG. “Como a nossa marca tem força nacional, essa iniciativa vai ajudar a divulgar pelo país inteiro o trabalho do AfroReggae”, diz Marcos Ribeiro, diretor de marketing da Hering. Em contrapartida, essa linha de roupas mostra a preocupação da marca em apoiar projetos sociais importantes, como vem fazendo com o Câncer de Mama no Alvo da Moda, uma campanha que chegou ao Brasil há 14 anos.

A Osklen, uma marca que já nasceu engajada em questões sociais e também ambientais, fundou em 2007 sua própria ONG, o Instituto-e, que pesquisa tecidos e técnicas sustentáveis e apoia várias iniciativas de cooperativas pelo Brasil. “A cada temporada, procuramos novos parceiros e, ao mesmo tempo, ajudamos a estruturá-los para que consigam seguir com suas próprias pernas. Por isso, optamos por parcerias mais curtas”, diz Nina Braga, diretora do Instituto-e. Uma das poucas exceções é a Cooperema, cooperativa de reciclagem de lixo de Marambaia, em São Gonçalo, Rio de Janeiro, que fabrica as ecobags da Osklen há três anos.

Em Brasília, quem se destaca no cenário fashion com preocupações sociais é a Apoena, que começou uma década atrás como uma ONG para capacitar mulheres a fazer trabalhos de corte e costura. Cinco anos mais tarde, o trabalho evoluiu a ponto de virar uma grife, que já faz parte do line-up do Fashion Rio, tem uma loja própria no Distrito Federal e vende para multimarcas de todo o país. Lideradas pela diretora de estilo Kátia Ferreira, 250 mulheres estão envolvidas na confecção das peças e mais de 600 fazem trabalhos esporádicos. “Umas das coisas mais interessantes é que várias comunidades, de diversas cidades satélites da região, participam”, diz Kátia. Na prática, uma peça de roupa acaba passando por muitos lugares, pois cada núcleo é especializado num tipo de bordado ou costura, o que resulta em um mix de referências do artesanato brasileiro. Exemplos como esses, que ligam uma grife ou estilista estrelado a instituições não governamentais e comunidades de baixa renda, não faltam. Reciclagem, tecidos e técnicas sustentáveis, moda com preocupação social e ambiental: pelo jeito, essas são tendências que vão permanecer entre os hits de qualquer temporada. Fique de olho e inspire-se nessas boas ideias!



Fonte: Elle
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Carlos Lúcio
Postado 23/11/2010 10:00:42
Bom dia, Gostaria de um contato com vocês, pois sou Gerente De Vendas da Círculo S.A, empresa com 72 anos de existência, líder no seu segmento, de fios para Artes manuais, como Cléa, Anne,Rubi, Mollet, etc, e acredito muito em uma parceria Círculo X Rocinha, onde podemos dar a oportunidade de seus moradores terem de forma mais fácil,prática e acessível os nossos produtos. Gostaria de saber também se teêm cursos de Crochê, Tricô, Bordados, entre outros e da forma que eles funcionam, pois podemos também ser parceriros nestas atividades.Aguardo um contato, para que possamos discutir estes e outros assuntos de interesse comum. Att, Carlos Lúcio. ( carlos.filho@circulo.com.br)
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