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Áreas de risco voltam a ser ocupadas e remoção nem sempre tem efeito duradouro
Favelização
Áreas de risco voltam a ser ocupadas e remoção nem sempre tem efeito duradouroRio de Janeiro (RJ) 15/04/2010 Rescaldo das chuvas no Rio, Macega na Rocinha. Foto Marcos Tristão

RIO - O que têm em comum favelas como Rio das Pedras, Cidade de Deus, Prazeres, Rocinha, Borel, Macaco, Formiga e Turano, entre tantas outras? Todas sofreram com deslizamentos ou enchentes nas grandes chuvas da cidade, foram consideradas áreas de risco, sofreram remoções e, décadas depois, são cenários das mesmas tragédias. É o caso do Morro dos Prazeres, onde parte dos moradores foi removida nas enchentes de 1966 para a Cidade de Deus. Agora, após a morte de 30 pessoas no deslizamento do último dia 6, o prefeito Eduardo Paes anunciou a remoção total da favela, junto com outras cinco comunidades também condenadas.

Enquanto fazem as malas, apressados por novas avalanches que em dois dias de chuva arrastaram morro abaixo a vida de dezenas de pessoas em toda a cidade, moradores de áreas de risco do Rio vivem a dicotomia entre pedir ajuda à Defesa Civil e protestar contra a remoção compulsória. Entre as causas dessa dor recorrente está a falta de fiscalização sistemática de encostas e leitos de rios. Responsável por fazer mais um mapeamento emergencial de riscos nos maciços da cidade, o presidente da Fundação Geo-Rio, Márcio Mendonça, pretende desenvolver, no mesmo período, um sistema de monitoramento de encostas para evitar a reincidência da ocupação irregular.

- Vamos propor a criação de um sistema de controle por satélite para fiscalizar de forma sistemática essas encostas e possibilitar a realização de ações pontuais e rápidas para impedir novas invasões - explica Mendonça.

Com uma equipe de 45 engenheiros, a Geo-Rio é responsável pela vistoria das encostas da cidade, que tem no Maciço da Tijuca a maior concentração de favelas. São cerca de 240 favelas distribuídas em 35 milhões de metros quadrados de montanhas, incluindo morros que vão desde o Pai João, no Itanhangá, passando por e Vidigal, em São Conrado, até o Morro São João, no Engenho Novo. Das 924 ocorrências registradas nos dias 5 e 6 passados, 567 (62%) foram em encostas do Maciço da Tijuca. Ali, no Sumaré, também foi registrado o maior índice pluviométrico da história: 356mm, quase o triplo da média do Rio, que é 96mm.



Fonte: O Globo
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