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Estado ganha investimentos com aliança de Cabral e Lula
Estratégia do governador capta mais recursos para o Rio que governos passados e supera São Paulo, que tem maior PIB e arrecadação
Estado ganha investimentos com aliança de Cabral e Lula

Rio - A aliança do governador Sérgio Cabral (PMDB) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se traduz em recursos para investimentos que a ex-governadora Rosinha Garotinho jamais conseguiu entre 2003 e 2006. Levantamento feito pelo Portal da Transparência mostra que em três anos de mandato de Cabral, o Rio superou São Paulo e alcançou o posto de estado mais beneficiado por recursos do Governo Federal. A estratégia de Cabral de pedir recursos cada vez que vai a Brasília é um dos principais trunfos da campanha pela reeleição no cargo em outubro.

No primeiro mandato de Lula, Rosinha e o marido, o ex-governador Anthony Garotinho, foram para a oposição e não apareciam como os preferidos do Governo Federal. De 2004 a 2006, São Paulo — que tem o maior PIB e arrecadação de ICMS do Brasil — sempre ficou na frente do Rio no quesito transferência de recursos da União. Em 2004, por exemplo, ano em que o País teve crescimento econômico superior a 5%, o Rio recebeu apenas R$ 4,4 bilhões do Governo Federal contra R$ 5,7 bilhões que foram para os cofres paulistas.

Assim que assumiu, Cabral não ficou na liderança, até porque os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ainda estavam em gestação. A partir de 2008, o roteiro mudou. A União transferiu exatos R$ 9.676.527.592,52 para o Rio. São Paulo ficou com quase R$ 1 bilhão a menos (R$ 8.759.386.802,25). No ano passado, com a crise econômica, o Rio recebeu menos recursos, mas continuou em primeiro lugar — R$ 7,2 bilhões contra R$ 7 bilhões de São Paulo.

Segundo o presidente da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio, Ícaro Moreno, as constantes idas ao governo Federal vão continuar em um suposto segundo mandato do governador: “Já temos projetos prontos ou em andamento do PAC para os Complexos da Penha, Tijuca e Lins, Jacarezinho, Mangueira e Juramento. Estamos esperando o Ministério das Cidades liberar a verba”, afirma Ícaro. Atualmente, as favelas da Rocinha, Manguinhos, Complexo do Alemão e Pavão-Pavãozinho recebem obras do PAC no Rio no valor de mais de R$ 1,5 bilhão.

Outro governador que recebe recursos expressivos do presidente é mais um aliado: Jaques Wagner (PT), da Bahia. Na média, o estado nordestino passou a receber o dobro de recursos da União depois que o petista assumiu o governo, em 2006. No ano passado, a Bahia desbancou Minas Gerais e ficou atrás apenas de Rio e São Paulo no repasse de dinheiro para novos investimentos. Foram R$ 5,7 bilhões contra R$ 4,8 bilhões do estado governado por Aécio Neves (PSDB).

Garotinho reage a apoio antecipado

Na semana passada, o ex-governador Anthony Garotinho — pré-candidato à disputa pelo governo do estado — mostrou descontentamento com o excessivo apoio dado por Lula à Cabral. Em discurso no fim de dezembro, o presidente afirmou que o governador teria ‘mais quatro anos de mandato’.

Por ser de um partido da base do governo, Garotinho passou a sinalizar com a hipótese de apoiar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), na disputa presidencial contra a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef.
A intenção de Garotinho é que Lula e Dilma mantenham-se neutros na disputa e não façam discursos de apoio a Cabral até outubro.

RANKING

Entre os dez primeiros estados colocados na distribuição de recursos do Governo Federal, apenas São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são governados pela oposição. Dos sete aliados de Lula, o que levou a melhor foi o governador Sérgio Cabral que foi o que recebeu mais recursos de Lula em 2009.

1º - RIO DE JANEIRO (PMDB)
R$ 7,20 bilhões

2º - SÃO PAULO (PSDB)
R$ 7,06 bilhões

3º - BAHIA (PT)
R$ 5,79 bilhões

4º - MINAS GERAIS (PSDB)
R$ 4,87 bilhões

5º - PERNAMBUCO (PSB)
R$ 4,15 bilhões

6º - CEARÁ (PSB)
R$ 3,59 bilhões

7º - PARÁ (PT)
R$ 3,43 bilhões

8º - MARANHÃO (PMDB)
R$ 3,36 bilhões

9º - PARANÁ (PMDB)
R$ 2,97 bilhões

10º - R. GRANDE DO SUL (PSDB)
R$ 2,83 bilhões



Fonte: Thiago Prado
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