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Quarta, 16 de Agosto de 2017
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Alunos cadeirantes despejados pelo PAC tiveram que ser dispensados
Garagens da TAU na Rocinha: negociação de sessão dos terrenos está ameaçada. Na outra ponta, são precárias as novas instalações do Colégio Estadual Brandão Monteiro. Prédio não oferece acessibilidade a deficientes
Alunos cadeirantes despejados pelo PAC tiveram que ser dispensados

As garagens de ônibus da Rocinha muito serviram a comunidade em eventos de todos os tipos. Alegria pra criançada no passado, e hoje está no enredo de uma negociação que prejudicou portadores de necessidades especiais

Rio - Dez estudantes portadores de deficiência física foram os maiores prejudicados no “despejo” do Colégio Estadual Brandão Monteiro pelas obras do PAC na Rocinha, noticiado ontem com exclusividade por O DIA. Sem condições de acessibilidade, o novo endereço da unidade, nos fundos de colégio em São Cristóvão, não pôde receber os cadeirantes. Quatro foram transferidos para outra escola, mas os outros estariam há um ano sem estudar.

“Nossa escola era acessível, e a atual não é adaptada para cadeirantes. Transferimos quatro alunos que nos procuraram na época, mas perdi o contato com os outros. Acredito que estejam parados”, lamenta a diretora Iêda Ribeiro Leoni.

Os 3 mil estudantes da unidade foram removidos para os fundos do Colégio Olavo Bilac em fevereiro de 2009, quando o estado precisou de terreno ocupado na Rocinha pela empresa de ônibus Amigos Unidos. Em troca, ofereceu a área da escola, em Triagem. Atualmente, em São Cristóvão, os alunos estudam em condições precárias. A Vigilância Sanitária Municipal encontrou fezes de ratos e detectou falta de ventilação e espaço inadequado. A rede elétrica está comprometida e falta água. Do grupo de deficientes, quatro foram para o Centro de Estudos Supletivos (CES) de Copacabana.

Na segunda-feira, o deputado Alessandro Molon (PT), da Comissão de Educação da Alerj, pedirá ao Ministério Público que investigue o caso e poderá propor a revogação da lei que permitiu o acordo entre governo e empresa. “Quando essa permuta foi autorizada pelos deputados, havia o compromisso de não prejudicar os estudantes, inclusive os deficientes físicos. Mas não é o que está ocorrendo”, criticou Molon.

Na quarta, a secretaria informou que não mudaria o colégio de endereço, mas anunciou reformas no prédio de São Cristóvão. A previsão é concluir as obras, ainda não iniciadas, em seis meses. Ontem, ninguém da secretaria foi localizado.



Fonte: Celso Oliveira / Foto: Arquivo Rocinha Natal Sem Fome
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