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Moradores da Rocinha escolheram obras que hoje são uma realidade
Muitas das obras que hoje estão se desenhando na grande favela, são fruto da interação com os moradores
Moradores da Rocinha escolheram obras que hoje são uma realidade

A Favela da Rocinha está mudando de cara. Obras dos governos federal e estadual estão transformando a comunidade no bairro que ela já é, mas apenas no nome. Para isso, os moradores tiveram um papel fundamental: eles indicaram os tipos de intervenção que gostariam de ver no local. A partir daí nasceram as ideias do centro esportivo, do parque ecológico e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Felipe Soares de Souza, de 11 anos, nasceu e sempre morou na Rocinha. Graças à profissão da mãe — diretora de cultura da Associação de Moradores — já conseguiu ir ao teatro, uma de suas paixões, cinco vezes. Mas sempre acompanhando os grupos levados por Selmita Soares, de 38 anos.

— É complicado porque são lugares distantes, como Leblon e Gávea. Quero um teatro aqui, perto da minha casa — disse Felipe.

Ele e Selmita participaram da Oficina do Imaginário, promovida pela Empresa de Obras Públicas do Rio (Emop) em junho deste ano, $saber os desejos dos moradores. O sonho do menino foi colocado no papel, com lápis e hidrocores coloridos.

— Também pedi um parquinho, com brinquedos. Aqui não tem parquinho. Temos que brincar dentro de casa — contou o garoto.

Os desejos de Felipe serão atendidos. Tanto o parquinho quanto o teatro ficarão no Parque Ecológico, uma área com oito mil metros quadrados no alto da Rocinha. Os R$ 22 milhões para a obra — que já começou e deve ficar pronta em um ano — saíram do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam).

De acordo com o presidente da Emop, Ícaro Moreno, 90% das ideias propostas pelos moradores da Rocinha se transformaram em projetos:

— Temos que ouvir o que os moradores precisam. Idosos, criança e adultos. Esse é o caminho certo.


Além das aulas para crianças e adolescentes, o centro esportivo tem um puxadinho que certamente cairá no gosto dos moradores da Rocinha, independente da idade: um campo de futebol com 80 metros de extensão. Mesmo com a obras ainda em andamento, já é possível ver a grama verdinha. Quase um chamado para quem não resiste a uma pelada. Que poderá ser seguida de um churrasquinho: na área vizinha haverá churrasqueiras e também um vestiário.

— Isso aqui vai ser tudo de bom, moça. A gente vai poder fazer tudo. Grátis — disse David Ferreira da Silva, de 7 anos, morador da Rocinha e que hoje faz parte da escolinha de surfe.

Para agradar a todos os gostos, duas imensas piscinas — uma para adultos e outra para crianças — também foram construídas na laje do centro esportivo.

No térreo, além do espaço para a prática de esporte, haverá um estacionamento com 200 vagas, usinas de reciclagem e um juizado de pequenas causas.

Ex-interno da extinta Funabem, o ex-campeão estadual e brasileiro de boxe Dionísio Lazário, de 44 anos, já conheceu o centro esportivo. Ele sonha em poder dar aulas no local.

— Desenvolvi um projeto na Rocinha durante dez anos. Mas não tinha um lugar legal para treinar os meninos. Aqui, com certeza, formaremos talentos — disse.

E ele não sonha baixo:

— Quero ver meninos daqui brilhando nas Olimpíadas de 2016. Se eu consegui superar as dificuldades, todo mundo consegue.





Fonte: Ana Carolina Torres
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fernando david resende
Postado 19/10/2011 16:23:28
Caros amigos, Temos total interesse em parceria, visando conquistar patrocínio para formação educacional em outros idiomas. Trabalho como consultor das Escolas Fisk e nossa meta é proporcionar cursos gratuitos de idiomas a moradores da Rocinha. O Rio de Janeiro será palco de mega eventos nos proximos 10 anos e o mercado de trabalho deverá absorver essa população com falando outros idiomas. Atenciosamente, Fernando Resende Escolas Fisk consultoria@fiskrj.com.br 21 8211-9696 - 2295-8666
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