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Chefes de uma das maiores milícias do Rio são condenados
Grupo comandado pelo ex-PM conhecido por Chico Bala atuava na zona oeste e colaborou com a polícia para acabar com quadrilha rival
Chefes de uma das maiores milícias do Rio são condenados

A juíza Alessandra Bilac Moreira Pinto, da 42ª Vara Criminal da capital do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, condenou nesta segunda-feira (14) quatro integrantes de uma das principais milícias que atuava na zona oeste da cidade pelo crime de formação de quadrilha.

Apontado como o chefe do grupo, o ex-PM Francisco César Silva de Oliveira, o Chico Bala (foto), foi sentenciado a 12 anos de reclusão. Os também ex-policiais Herbert Canjijo da Silva, o Escangalhado, e Alexandre da Silva Monteiro, o Popeye, foram condenados a dez anos. Já Anderson da Conceição Severo, conhecido como Severo, pegou oito anos. Para todos os quatro, que já estão presos, a pena terá que ser cumprida em regime fechado.

Segundo a denúncia do Ministério Público estadual, os quatro faziam parte da quadrilha que atuava desde 2005 nos bairros de Campo Grande, Santa Cruz e adjacências. As investigações indicam que eles atuavam na exploração do transporte alternativo de passageiros, cobrança coercitiva de “taxa de segurança” de comerciantes e a redistribuição ilícita de sinais de transmissão de canais de televisão (conhecida como “gatonet”).

Ainda de acordo com a Promotoria, Chico Bala, Escangalhado e Popeye passaram a auxiliar a Polícia Civil no desmantelamento de uma organização criminosa concorrente atuando como informantes na 35ª DP (Campo Grande) e participando de operações de campo. O objetivo era enfraquecer a milícia rival e assumir o comando da região.

“A intenção da quadrilha ora investigada era evidente e não podia ser diferente ante ao histórico de seus integrantes. Com o enfraquecimento da quadrilha concorrente, houve a deflagração de uma guerrilha urbana sem precedentes, caracterizada pela audácia e violência dos ataques empreendidos de parte a parte e pelo absoluto desprezo ao patrimônio, à integridade física e à vida da população das localidades dominadas, mantida como refém e impotente espectadora do embate entre as duas facções antagônicas”, destacou.

A magistrada também ressaltou, baseada nas alegações finais do Ministério Público, que a milícia comandada por Chico Bala foi gestado e fortalecido no interior da própria 35ª DP.

“O apoio fornecido a Chico Bala e aos demais integrantes de sua quadrilha pelos responsáveis pelo aparelho da segurança pública de nosso Estado mostrou-se decisivo para a consecução dos objetivos do grupo, qual seja, a retomada do território que em algum momento passou a ser dominado pelos seus rivais”.

Para a juíza, "era imposível" que a autoridade policial e seus superiores não soubessem das atividades anteriormente desenvolvidas por seus “informantes”.

Fonte: Último Segundo / Foto: Banco de Imagens
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