Canal Comunitário
Segunda, 18 de Novembro de 2019
Ouvir Radio
busca
Buscar
Enviar este texto para um amigo          Imprimir este texto            Confira mais notícias relacionadas                         Mude o tamanho do texto Fonte 12 Fonte 14 Fonte 16
Moradores do Alemão se sentem mais seguros na favela
Pesquisa revela que população do morro não se vê tão vulnerável a violência que aqueles que vivem no asfalto
 Moradores do Alemão se sentem mais seguros na favela Rio - É possível haver plena liberdade de ir e vir numa das regiões mais pobres e violentas do Rio? Moradores do Complexo do Alemão disseram que sim em pesquisa divulgada ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que criou com esse estudo inédito o IPPE, Índice de Percepção da Presença do Estado, para medir como o carioca percebe a atuação do poder público. Na escala de 0 a 100, os 400 entrevistados do conjunto de favelas deram nota 68 ao serem perguntados se podem ir a qualquer lugar a qualquer hora.

O estudo mostra, porém, que quem vive no asfalto já não se sente tão à vontade para circular na cidade. No mesmo indicador, os moradores das zonas Norte, Oeste e Central (Zona A), e os da Zona Sul, Barra da Tijuca e Santa Teresa (Zona B) deram notas 39 e 44, respectivamente. Para um dos coordenadores do estudo, Fernando de Holanda Filho, da FGV, a banalização da violência nas favelas pode explicar o resultado.

“O morador do Alemão se acostumou a lidar com isso. A criminalidade faz parte do seu cotidiano, que ele acha normal”, opina, acrescentando que o objetivo da pesquisa é ajudar governantes na criação de políticas públicas de segurança e saúde, por exemplo.

Moradores do complexo são otimistas

O estudo mostrou aos pesquisadores que, apesar de viverem em condições sociais ruins, os moradores do Alemão são otimistas. Isabela (nome fictício), uma empregada doméstica de 39 anos que já morou no complexo, concorda. Ela ainda tem parentes lá e diz que todos esperam dias melhores com as mudanças que devem vir com as obras do PAC, previstas para terminar neste ano.

“A violência ainda é uma realidade, mas nenhum familiar pensa em se mudar de lá pois acredita nas mudanças”, diz.

Ao todo, foram feitas 1.100 entrevistas, entre setembro de 2009 e maio deste ano. Nas perguntas que avaliaram a polícia, os moradores da favela foram os que deram menor nota para a atuação no bairro (32, contra 52 e 46) e o tratamento dado pelos agentes de segurança aos cidadãos (26, contra 70 e 57). A mesma pesquisa deverá ser feita a cada seis meses e outras comunidades serão visitadas, inclusive as pacificadas. As próximas entrevistas serão feitas em novembro.


Fonte: Celso Oliveira / Projeto do Teleférico do Complexo do Alemão Foto: Divulgação
Enviar este texto para um amigo          Imprimir este texto            Confira mais notícias relacionadas                        
Faça seus comentários a respeito deste texto
Dê sua opinião
Não há Comentários publicados.

O mais autêntico Blog da Rocinha. Matérias dos tempos antigos e posts do primeiro site www.rocinha.org estão na área de Blog

© Copyright 2007-2015  ® Todos os direitos reservados