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Renato da Rocinha, Samba na Raiz do Morro e da Rua
O sambista orindo da maior favela canta sua vida e suas histórias em Qualquer Lugar
   Renato da Rocinha, Samba na Raiz do Morro e da Rua

O gosto pela música veio cedo. Desde criança ouvindo samba dentro de casa, numa época em que as reuniões de família sempre acabavam com batucada. E isso jamais deixou de acontecer na sua vida. Até que resolveu que isso acontecesse profissionalmente e fosse uma profissão. Hoje, Renato da Rocinha é um dos nomes mais promissores da nova geração do samba carioca. Carregando o nome do local em que foi criado, e com muito orgulho, Renato veio para ficar e cantar. E espalha suas musicas e seu talento pelas rodas de samba do Rio de Janeiro, mas sem esquecer nunca sua origem e amigos. Encontramos com Renato e fizemos a entrevista que segue para essa especialíssima edição do JR.

 

Jornal da Rocinha: Como o samba entrou na sua vida? Quais as primeiras lembranças?

 

Renato da Rocinha: O samba está presente em minha vida desde sempre. Meu pai não é músico, mas sempre foi um apaixonando por samba. Toda reunião lá em casa terminava em batucada. Ouvíamos Fundo de Quintal, Jovelina, Almir Guineto, Zeca Pagodinho e outros. Os anos se passaram e só aos 28 anos comecei a pensar em trilhar o caminho da música profissionalmente. Antes eu já gostava de dar minhas canjas pelos pagodes que aconteciam na Rocinha. Aos 29 gravei meu primeiro CD "Qualquer Lugar", produzido por Lula Matos.

 

JR: Com a crise nas gravadoras, os artistas sobrevivem de shows, basicamente. Como é isso no samba? Há a mesma abertura que existe para outros ritmos? As rodas de samba são as principais oportunidades de se mostrar o trabalho e viver da música ainda?

 

RR: Qualquer um grava um CD hoje. Os home estúdios estão cada vez mais equipados e isso possibilita a um artista gravar um disco de qualidade sem precisar gastar muito. A internet e as redes sociais também têm papel fundamental na divulgação do trabalho do artista independente, mas, antigamente, na época das gravadoras, era mais fácil porque a própria gravadora divulgava o artista no Brasil inteiro. Sem falar nas parcerias com grandes emissoras de rádio e televisão.

Muitos artistas, mesmo sem mídia, conseguem viver da música hoje por conta da democratização da internet. Existe público, e oportunidades de mostrar o trabalho.

Eu mesmo já vendi quase 12.000 discos de mão em mão e sou conhecido apenas no meu metiê. O grande público ainda não sabe que existo.

Muitos artistas ficaram famosos apenas postando vídeos no You Tube. Se não tem palco, a gente canta nas ruas e praças, se não puder na rua a gente aluga um espaço e faz nosso som e vendemos nosso disco.

Acontece para qualquer ritmo, mas o samba principalmente ainda sofre com a falta espaço.

 

JR: Qual a sensação de ver sua música sendo cantada? O show é o momento ápice do artista?

 

RR: A sensação de ouvir sua música sendo cantada pelo povo é indescritível.

Ainda mais quando a mesma não é executada nas grandes emissoras de rádio e TV. Isso mostra a força que a internet tem e o carinho do público que compra nossos CDs nas rodas de samba.

 

JR: Quando foi o momento em que teve certeza que se sentiu um cantor de verdade e que iria seguir carreira?

 

RR: Senti que poderia ser um cantor e um representante do samba quando meus amigos me encorajaram a cantar. Comecei e não parei mais.

 

JR: Quais são as principais influências e ídolos na música?

 

RR: Tenho diversos ídolos que me influenciaram como Roberto Ribeiro, Almir Guineto, Candeia, João Nogueira, Mestre Marçal. E minha rapaziada também dessa geração de sambistas que faço parte, sou fã de muita gente.

 

JR: Qual a importância da Rocinha na sua vida? Quais as principais lembranças de lá? É um orgulho carregar o nome da Rocinha contigo?

 

RR: A Rocinha é meu lugar e foi lá que aprendi quase tudo que sei. Tenho lembranças boas e ruins, mas guardo no meu coração somente as boas. Principalmente, quando me lembro do pagode da Tia Mocinha onde se reuniam os bambas da época para fazer Samba. Trago Rocinha no nome artístico exatamente por ter orgulho desse lugar onde nasci e fui criado. É uma responsabilidade grande e me abriu muitas portas.

 

JR: Próximos shows: como acompanhar você?

 

RR: Renato da Rocinha está nas Redes sociais. Facebook, Instagram e Site: www.renatodarocinha.com.br.

 

Leia também no JR www.jornaldarocinha.com.br



Fonte: Jornal da Rocinha (JR) - Bruno Rivéro
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