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Meta de 40 UPPs no RJ até 2014 está mantida, diz Beltrame
Em recente entrevista ao Bom Dia Brasil, José Mariano Beltrame afirma que não interessa se nessas áreas tem milícia, tráfico ou facção A ou B. Secretário diz que polícia age com 'passos sólidos'
Meta de 40 UPPs no RJ até 2014 está mantida, diz Beltrame

UPP do Morro da Formiga, uma das 19 unidades já instaladas no Rio. Foto Priscila Marotti

O secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, comemorou a ocupação pela polícia das comunidades da Rocinha, do Vidigal e da Chácara do Céu, na zona sul, neste domingo, de forma pacífica e disse que a meta de atingir 40 unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) na cidade está mantida. Contando com a da Rocinha, chega a 19 o número de UPPs já implantadas.

Segundo ele, o objetivo era devolver o território à população "sem disparar um tiro e sem derramar uma gota de sangue, seja de quem for".

"O que se tem de concreto é a libertação dessas pessoas do jugo do crime, do jugo do fuzil. O nosso trunfo é ação combinada e quebra de paradigma territorial", afirmou durante entrevista coletiva, no fim da manhã deste domingo, no 23º Batalhão de Polícia Militar, no Leblon, zona sul da cidade.

Ele destacou que o trabalho da polícia é desenvolvido muitas vezes num ritmo mais lento do que a sociedade espera, mas "com passos sólidos".

Beltrame admitiu que a realização de novos concursos e o cronograma de formação de policiais para atuar nas unidades de Polícia Pacificadora (UPP) são "questões que precisam ser enfrentadas". Ele ressaltou, no entanto, que o plano de expansão das UPPs para atingir 40 unidades até 2014, conforme previsto pelo governo, está mantido.

"Todas essas questões são importantes e têm que ser enfrentadas. Podem cobrar do administrador público atitude, mas não podemos deixar de fazer achando que não vamos conseguir. Este programa está previsto, foi estabelecido nas 40 unidades, tem condição de acontecer e assim será feito".

Sobre a instalação da UPP na Rocinha, Beltrame reafirmou que ainda não há data definida. Segundo ele, as tropas policiais que ocupam a comunidade é que vão indicar o momento adequado para que a transição seja iniciada.

Disque-Denúncia

Ao longo de décadas, o telefone do Disque-Denúncia (21 2253-1177) está sendo consolidado. O carioca já conhece esse número. Ele é importante demais neste processo. Sem a colaboração do morador, a pacificação não funciona.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, fez um apelo no Bom Dia Brasil para que as pessoas usem essa arma, que é o Disque-Denúncia. Boa parte das apreensões que o Bope está realizando na Rocinha e o Batalhão de Choque no Vidigal são apreensões de armas e drogas orientadas pelo Disque-Denúncia. Esta é a arma do cidadão.

Quando o Disque-Denúncia foi criado, em 1995, a sociedade não confiava no aparato policial. Então, a sociedade montou essa arma de auxílio à polícia. É com essa arma que o morador da Rocinha vai ter certeza de que o tráfico não voltará à comunidade.



Fonte: Agência Brasil e Bom Dia Brasil
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