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Compositor de funk acusa gravadora alemã de golpe milionário
Compositor de funk acusa gravadora alemã de golpe milionário'Funk do Dedinho' é sucesso absoluto, e gravadora acena com um dedo aos compositores. Foto: Arquivo

Os autores de um funk gravado durante uma brincadeira entre pai e filho em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e que virou sucesso em vários países, afirmam ter caído em um golpe milionário de uma gravadora alemã.

Quem acusa é o compositor Hamilton Lourenço, 49, que fez a letra e a melodia da música "Bota o dedinho pro alto", interpretada por seu filho Milton Luiz Lourenço, 7, o MC Miltinho. O funk fez sucesso em rádios, toques de celular, na internet e está até entre as músicas de um jogo eletrônico.

"O presidente da gravadora alemã Man Recordings, Daniel Haksman, garante que tem testemunhas para confirmar que eu assinei um contrato autorizando todos os direitos do meu filho de intérprete e todos os meus direitos de compositor para que ele pudesse fazer qualquer coisa com o Miltinho e com a música. Inclusive, ele mandou uma cópia do contrato com uma assinatura que ele diz que é minha, mas é muito diferente e é grotesca a falsificação", afirmou Hamilton à Folha Online.

De acordo com o compositor, até a grafia de seu nome está errada no contrato. "Escreveram o meu nome sem h e erraram o meu sobrenome", diz.

A batida "Kid Conga" e mais duas versões da mesma música estão no CD Gostoso EP, produzido pela gravadora alemã. Segundo o advogado do menino, Roberto Corrêa Mello, a gravadora teria distribuído o hit para uma operadora de celular e para a empresa que representa o jogo. Os advogados disseram acreditar que a fraude esteja no contrato que concede à gravadora alemã os direitos sobre a música.

Para aproveitar o talento do menino, Hamilton resolveu gravar a música em estúdio em junho do ano passado. Logo depois teve uma surpresa: a oferta de assinatura de um contrato com uma gravadora alemã.

"Fizeram uma gravação de um clipe, uma sessão de fotos do meu filho e o contrato eu não vi, não li e não assinei. Não cedemos os nossos direitos autorais", afirmou o pai do menino.

Meses depois, Hamilton descobriu que a voz de seu filho fazia parte da trilha sonora de um dos jogos eletrônicos mais vendidos no mundo e proibido para menores no Brasil GTA (Grand Theft Auto) 4.

O clipe de Miltinho também foi parar na internet. No site YouTube, apenas uma das versões foi vista por mais de 78 mil pessoas.

Tanto o pai como o filho alegam que não receberam nenhuma verba de direitos autorais. Segundo o pai, o funk do dedinho está entre as dez músicas mais tocadas nas rádios e boates em Berlim, na Alemanha.

"Está entre as dez melhores em Berlim. Eles mudaram apenas a batida, mas a voz e a melodia são do meu filho. A Claro [operadora de telefone], no Chile e no Uruguai, também vende a música em ringtone [toque de celular]. Nossos advogados estão entrando num acordo com advogados nos Estados Unidos para exigir nossos direitos autorais e comprovar que aquela assinatura é falsa", disse Hamilton.

A Folha Online entrou em contato com a gravadora alemã e com a Claro, mas ainda não obteve retorno. Assim que houver manifestação, suas versões serão incluídas neste texto. 



Fonte: Folha Online
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