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Segunda, 21 de Agosto de 2017
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Entrevista com Danny Sullivan, criador do SMX e editor do site Search Engine Land
Danny Sullivan dá entrevista exclusiva para o IAB Brasil
Entrevista com Danny Sullivan, criador do SMX e editor do site Search Engine LandEm entrevista exclusiva para o IAB Brasil, Danny Sullivan, criador do SMX e considerado por muitos como o "guru" do Search Marketing, fala sobre Twitter, como as agências se posicionam com relação ao trabalho de SEM, o futuro das outras mídias frente à Internet e muito mais. Confira!

1 - Como os mecanismos de busca “tradicionais” devem enfrentar a competição do Twitter e demais mecanismos de busca-em-tempo-real?

Através de parceria ou aquisição, pois é difícil ser um site de busca em tempo real se o conteúdo está sendo produzido em outra empresa, como no Twitter, que acaba tendo controle sobre a informação. Tanto a parceria como aquisição dariam acesso às informações. Mas, por razões compreensíveis, as empresas de conteúdo em tempo real estão preocupadas com acordos e parcerias desse tipo, pois isso pode colocá-las em desvantagem. No fim das contas, se não acontecer uma negociação acredito que o Google vai lançar seu próprio serviço de conteúdo em tempo real.

2 - Um dos principais diretores de criação de uma das mais importantes agências de publicidade do Brasil disse recentemente em uma entrevista que “sites de busca não funcionam para branding e por isso terceirizamos todos nossos projetos de SEM”. Qual sua resposta a isso?

Acredito que as agências tradicionais estão sofrendo muito para entender Busca, porque o foco deles sempre foi construção de Marcas e desejo de compra, enquanto os mecanismos de busca são o oposto disso: eles já contêm milhões de pessoas expressando seus desejos, você não precisa fazer esforço para isso. De certa forma basta responder ao telefone quando ele tocar. Mas acredito que as agências inteligentes irão descobrir que elas precisam sim entender de Busca, pois isso é essencial: quando lançam uma campanha de Marca isso naturalmente gera um volume de buscas e elas vem falhando em lidar com esses leads. Elas também precisam entender como medir resultados através de Busca em benefício de suas campanhas de “branding”, pois cada vez mais essas disciplinas estarão integradas.

3 - Você é um grande crítico da postura de jornais e revistas em relação ao Google. Em um país como o Brasil, onde apenas 4% das verbas de pubilicidade vão para internet enquanto 16% ainda vai para jornais e quase 7% para revistas: qual seria seu alerta aos empresários do setor de mídia impressa sobre os desafios do futuro?

Eles deveriam desde já procurar formas de rentabilizar suas operações independentemente de publicidade pura e simples. Coisas como cobrar por leads ou assinaturas geradas online. Se a fonte da publicidade secar, qual será seu modelo de negócios para sobreviver?

4 - Quais os desafios que o Google vai enfrentar ao entrar no Mercado de display (banners, etc), onde Microsoft e Yahoo! são dominantes?

Eles devem continuar crescendo nessa área, mas o grande desafio é convencer os anunciantes de Busca a mudar o foco e investir também em display.

5 - Há algum tempo as páginas de resultados de busca deixaram de ser um espaço dominado apenas por textos: fotos, vídeos, notícias e outros tipos de informações povoam essas páginas. Que outras mudanças podemos esperar no futuro? A chamada busca Semântica será realidade brevemente?

Busca semântica nada mais é que um termo da moda, uma “buzzword”. Os mecanismos de busca já são bastante “semânticos”, já que os principais sites entendem o significado de frases quando você realiza uma pesquisa e não apenas palavras isoladas. Acredito sim que a busca ficará mais personalizada, trazendo resultados adequados a você individualmente. E também será cada vez mais vertical. Uma busca por uma celebridade como Michael Jackson feita daqui algum tempo não vai incluir apenas algumas notícias junto aos resultados: se as circunstâncias permitirem, os resultados serão sim dominados por notícias.

6 - Seguindo você no Twitter é fácil notar sua preferência por vodka. Dentre as marcas que você mais gosta, qual é sua preferida quando falamos sobre SEM?

Eu nunca estudei isso! Talvez porque quando estou degustando uma vodka possivelmente não esteja com a cabeça centrada para esse tipo de análise. Mas, dando uma rápida olhada nos sites das minhas três marcas preferidas - Ketel One, Gray Goose e Absolute – elas estão muito mal em termos de SEO. Ketel One está com o site em construção. Gray Goose está com meta-description em branco e a Absolute nem meta-description tem. Talvez eu deva propor uma permuta para elas...

Fonte: Renata Maffeis - IAB Brasil
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